Presos em janeiro, irmãos são condenados a quase 20 anos por tráfico de drogas

Da Redação


Dois irmãos, identificados como Gabriel Leiva Oliveira, o “Zóio”, de 24 anos, e Leandro Leiva de Oliveira, de 18 anos, foram condenados pela Justiça por tráfico de drogas, associação para o tráfico e resistência, após investigação desenvolvida pela Polícia Civil, por intermédio da SIG (Seção de Investigações Gerais), da Delegacia Regional de Polícia de Dourados. As penas, somadas, alcançam 18 anos, 6 meses e 22 dias de reclusão, além de 4 meses de detenção.

A sentença é da 1ª Vara Criminal da Comarca de Dourados, proferida em 24 de setembro de 2026, após investigação que identificou a atuação conjunta e permanente dos irmãos na comercialização de entorpecentes em um ponto de venda de drogas localizado na região do Jardim Maringá.

Os investigados já eram monitorados pela Polícia Civil há alguns meses em razão de informações sobre a comercialização reiterada de drogas no endereço. Em 12 de janeiro de 2026, as equipes apreenderam com eles porções de crack, pasta-base de cocaína, maconha e R$ 970,00 em dinheiro.

Durante a ação policial, os dois irmãos resistiram à prisão, sendo que Gabriel chegou a fugir e entrou em luta corporal com os policiais civis, provocando lesões em integrantes da equipe. Ambos foram contidos e presos em flagrante.

A investigação também foi marcada por tentativas de desacreditar a atuação dos policiais civis responsáveis pela prisão, inclusive mediante acusações de suposta prática de tortura. Paralelamente, testemunhas relataram terem sido alvo de ameaças e intimidações atribuídas a familiares dos irmãos, que teriam exercido pressão para que modificassem suas declarações, buscando comprometer a produção das provas e afastar a responsabilização criminal da dupla.

Apesar dessas circunstâncias, o conjunto probatório produzido pela Polícia Civil foi confirmado durante a instrução judicial. Na sentença, o Poder Judiciário reconheceu a legalidade da intervenção policial e a consistência dos depoimentos dos investigadores, destacando que as declarações encontravam respaldo em elementos independentes de prova.

Também ficou demonstrado que os irmãos mantinham vínculo estável e permanente para a comercialização de drogas, revezando-se no atendimento aos usuários. Gabriel foi condenado a 10 anos, 1 mês e 15 dias de reclusão, além de 2 meses de detenção, enquanto Leandro recebeu pena de 8 anos, 5 meses e 7 dias de reclusão, também acrescida de 2 meses de detenção.


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