Editorias / Jardim
Após denúncia de irregularidade, Câmara anula prova de concurso público
Investiga Ms Wendell Reis
A Câmara de Jardim anunciou o cancelamento do concurso público realizado pelo Instituto IAN. O concurso foi alvo de uma denúncia de possível fraude.
A presidente da Câmara Municipal de Jardim, Tereza Moreira, anunciou a anulação das provas. A decisão foi tomada após a Mesa Diretora notificar o Instituto de Avaliação Nacional (IAN), responsável pela aplicação do concurso.
Segundo a Câmara, em auditoria interna, o instituto confirmou que algumas provas apresentaram falhas de impressão, aparentemente provocadas pela falta de toner, deixando trechos do conteúdo parcialmente apagados.
“Diante da constatação, o IAN assumiu a responsabilidade pelo problema e se comprometeu a custear integralmente a reaplicação da prova, sem despesas para a Câmara ou para os candidatos. Após análise da Assessoria Jurídica do Legislativo, a presidente determinou a realização de uma nova prova para o cargo de advogado. A nova data ainda será divulgada oficialmente”, diz nota da Câmara..
O caso
Um advogado denunciou na Polícia Civil e no Ministério Público Estadual uma possível fraude no concurso público realizado pela Câmara Municipal de Jardim, por intermédio do Instituto Ian.
O advogado conta que notou um “padrão bizarro” no caderno de perguntas, onde as alternativas corretas estavam visivelmente mais apagada.
“Uma falha gráfica absurda ou uma fraude arquitetada para favorecer quem eles querem? Para piorar a estranheza, foi justamente nessa prova que um advogado da própria Câmara sentou bem na fileira atrás de mim, no fundo da sala”, contou.
O denunciante afirma que decidiu seguir a intuição e testou o padrão, conseguindo sucesso. “Parei de responder analiticamente e marquei no gabarito apenas as letras apagadas em todas as 40 questões. O resultado? Gabaritei a prova inteira. Quando o gabarito oficial saiu, a confirmação matemática do absurdo estava lá. Não dá para aceitar isso em silêncio”.
O advogado protocolou denúncias formais no Ministério Público, no TCE-MS e na Delegacia, exigindo uma investigação minuciosa para esclarecer se há falha de impressão sem cabimento (o que acha muito difícil) ou uma fraude clara para beneficiar quem eles querem.
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