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Durante discussão, menino de 11 anos tem corpo incendiado por amigo de 12
Folha de Dourados
Um adolescente de 12 anos foi apreendido após, supostamente, atear fogo no amigo de 11 anos. A criança teve queimaduras de terceiro grau pelo corpo e precisou ser intubada devido à gravidade dos ferimentos. Ela permanece internada.
Inicialmente, o caso, registrado nessa terça-feira (4), em Campo Grande, foi tratado como um acidente doméstico, mas agora é investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij) como tentativa de homicídio.
A Polícia Militar foi a primeira a ir até o local em que tudo aconteceu, uma casa na Vila Popular. Ao chegar no endereço, a equipe constatou que a vítima já havia sido socorrida por vizinhos e levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica.
A informação inicial foi de que a vítima e o jovem de 12 anos manuseavam álcool durante uma brincadeira quando ocorreu uma combustão repentina. O mais velho teria tentado apagar as chamas do corpo do amigo com água e, depois disso, vizinhos ajudaram no socorro.
Essa versão da brincadeira foi contada pelo próprio adolescente aos policiais. No entanto, antes de ser intubado na unidade de saúde, o menino de 11 anos afirmou que o amigo ateou fogo nele de propósito, depois de uma discussão. Os dois estavam sozinhos em casa no momento.
O adolescente acabou levado para a delegacia especializada e, diante do relato da vítima, ficou apreendido, como explica a delegada Daniela Kades:
“O menino que está hospitalizado contou no hospital, antes de ser intubado, que esse que foi localizado colocou fogo nele de propósito, depois que eles discutiram. Então não foi brincadeira, pelo que aparenta, não. O adolescente foi apreendido em flagrante por tentativa de homicídio”.Daniela Kades
Conforme a legislação brasileira, a partir de 12 anos, jovens autores de atos infracionais já podem ser enviados para Unidades Educacionais de Internação (UNEI), mas essa decisão cabe a Justiça.
Por envolver menores de idade, detalhes do caso são mantidos em sigilo, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mas as investigações para esclarecer o que de fato ocorreu seguem na Deaij. (g1/MS)
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