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PF cumpre 12 mandados em MS contra grupo que cidade de MS como entreposto da cocaína
Da Redação
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29/4), em Três Lagoas, a Operação Fidelis, com o objetivo de desarticular organização criminosa atuante no tráfico de drogas e em outros crimes conexos, com ramificações interestaduais.
Durante a ação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, além de medidas judiciais de bloqueio e sequestro de bens expedidas pela Justiça Estadual de Três Lagoas, no âmbito de investigação que apura a atuação estruturada e permanente de grupo criminoso especializado no transporte de cocaína, com utilização de complexa rede logística e financeira.
As medidas patrimoniais resultaram no bloqueio e sequestro de bens e valores que perfazem um montante aproximado de R$ 4 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa e interromper a continuidade das atividades ilícitas.
Ao longo da investigação, foram identificados fortes indícios da participação do grupo criminoso no transporte de mais de meia tonelada de entorpecentes que saíram da Bolívia, destinados a grandes centros urbanos do país, utilizando o município de Três Lagoas como entreposto logístico, estratégico para armazenamento, fracionamento e redistribuição da droga.
O nome Fidelis, de origem latina, significa “fiel” ou “leal” e foi escolhido para simbolizar a relação de lealdade interna existente no núcleo familiar que compunha a organização criminosa.
Essa denominação reforçava a ideia de coesão e disciplina entre os integrantes, evidenciada pelo repasse contínuo de ordens, valores e informações sensíveis, principalmente entre os dois irmãos presos.
As diligências tiveram como objetivo a apreensão de documentos, dispositivos eletrônicos, valores e outros bens de interesse da investigação, bem como a custódia cautelar de investigados apontados como integrantes de núcleo relevante da organização.
As medidas judiciais são resultado de trabalho investigativo desenvolvido ao longo dos últimos meses, com o emprego de técnicas especiais de investigação legalmente autorizadas, que indicaram a prática reiterada de crimes relacionados ao tráfico de entorpecentes, organização criminosa e lavagem de capitais.
Os presos permanecerão à disposição da Justiça Federal, e o material apreendido será submetido à análise pericial e financeira, visando ao aprofundamento das investigações e à completa responsabilização penal dos envolvidos.
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