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Barrados no Senado: esposas podem disputar suplência ou cargos menores para ajudarem deputados
Investiga Ms Wendell Reis
Os planos eram maiores, mas articulações políticas do Partido Liberal (PL) devem impedir novos voos das famílias de dois deputados federais que apareceram na onda bolsonarista em Mato Grosso do Sul: Rodolfo Nogueira e Marcos Pollon.
Os planos incluíam candidaturas ao Senado e Câmara Federal, mas a chamada “Casa Alta”, como também é conhecido o Senado, ficou distante depois que o PL, liderado por Valdemar da Costa Neto e Jair Bolsonaro, liberou o partido para Reinaldo Azambuja.
Pollon e Rodolfo receberam promessas de Bolsonaro, mas podem ficar pelo caminho na briga pelo Senado após aproximação do partido com Reinaldo Azambuja. Rodolfo foi o primeiro iludido pela promessa de Bolsonaro, que anunciou a esposa dele, Gianni Nogueira, como pré-candidata ao Senado.
Durante evento de Gianni com mulheres em Dourados, Bolsonaro afirmou, em participação por vídeo, que no Estado uma mulher seria candidata ao Senado. Porém, com a prisão dele, Valdemar da Costa Neto justificou que Gianni não teria força sozinha, sem o ex-presidente para atuar diretamente na campanha.
Gianni até tentou manter a candidatura e ameaçou deixar o partido. Entretanto, a família foi avisada que se ela deixasse o partido, o esposo não continuaria.
Marcos Pollon foi o segundo a receber a promessa de candidatura e ainda não desistiu. Ele foi anunciado via bilhete, por Michele Bolsonaro. A ex-primeira-dama divulgou, na rede social, um bilhete de Bolsonaro, afirmando que Pollon seria seu escolhido para o Senado em Mato Grosso do Sul.
O anúncio ocorreu depois que Flávio Bolsonaro deixou a imprensa fotografar uma anotação onde dava a entender que Pollon pediu R$ 15 milhões e Gianni R$ 5 milhões para desistirem das candidaturas.
Após o bilhete, Reinaldo se reuniu com Flávio, que jogou um balde de água fria nas pretensões de Pollon. Após a reunião, ele disse que manterá a decisão anterior, de escolher o candidato por pesquisa.
Em visita a Mato Grosso do Sul, neste mês, Flávio confirmou que apenas Reinaldo Azambuja está confirmado e que a segunda vaga será definida por pesquisa.
A esposa de Pollon, Naiane Bitencourt, foi anunciada por Michele Bolsonaro como pré-candidata à deputada federal, mas caso Pollon perca a batalha, os planos terão que ser revistos.
Suplência ou Assembleia
Sem as vagas para o Senado, a dupla do PL, que não é tão próxima, tem roteiro parecido. Uma das possibilidades é tentar a suplência de Reinaldo Azambuja ou Capitão Contar. Neste caso, precisariam contar com a força de Bolsonaro, que em outras eleições já obrigou Tereza Cristina e Soraya Thronicke a escolherem suplentes dele. Rodolfo foi um dos beneficiados, ao ser indicado como suplente de Soraya.
A segunda opção é que as esposas disputem o cargo de deputada estadual, para não competirem com os deputados. Por enquanto, o quarteto de esposos não confirmou o destino para a eleição.
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