Editorias / Eleições
Caravina assume presidência do PSDB e Guerreiro pode ser obrigado a disputar cargo de federal
Investiga Ms Wendell Reis
A briga no PSDB para formação de chapa para deputado estadual deve ser prorrogada para as convenções, em julho. O embate atual envolve o ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, e o novo presidente do partido, Pedro Caravina, que tem apoio dos demais integrantes da chapa de estadual do partido.
O grupo que disputará as vagas na Assembleia Legislativa não quer Guerreiro na chapa, porque entende que ele diminuiria as chances dos demais conquistarem uma cadeira. Guerreiro conversava com o Republicanos para possível troca, mas foi surpreendido com a filiação de Eduardo Rocha ao PSDB, o que fez tudo mudar.
Guerreiro questionou o porquê de ter que sair do partido para o rival entrar e avisou que não trocaria de sigla, adiando um problema no PSDB. Agora, ele terá que garantir vaga na convenção do partido, que será presidido por Caravina, com quem não tem uma boa relação.
A reportagem indagou Guerreiro sobre a dificuldade para emplacar uma candidatura de estadual e perguntou se ele concorreria a federal, proposta feita pelos demais pré-candidatos a deputado estadual. “Me expulsar é que eles não vão”, resumiu.
Caravina, Guerreiro e Rocha disputam o mesmo eleitor na região do Bolsão, o que aumenta a rivalidade. Caravina tem como aliados os três vereadores de Campo Grande (Silvio Pitu, Flávio Cabo Almi e Victor Rocha), que bateram o pé para que Guerreiro saísse e só três deputados continuassem na chapa. Jamilson Name, por exemplo, que gostaria de permanecer, foi obrigado a se mudar para o PP.
Os líderes do grupo, Reinaldo Azambuja (PL) e Eduardo Riedel (PP) terão que entrar em campo para resolver o impasse, mas hoje quem dá as cartas no PSDB é Caravina. Ele ganhou força após o trio de deputados federais (Beto Pereira, Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira) prometer ficar e descumprir a promessa.
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